Escritor e Jornalista

Fernando Jorge

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HarperCollins Brasil lança nova edição da biografia completa de Santos Dumont

A HarperCollins Brasil vai lançar uma nova edição do livro As lutas, a glória e o martírio de Santos Dumont, uma biografia completa do pai da aviação. A obra foi escrita pelo respeitado autor Fernando Jorge, vencedor de um Prêmio Jabuti. Lançado originalmente na década de 1970, o livro volta às livrarias com um novo projeto gráfico, que inclui fotos históricas de Santos Dumont.

 

Com base em uma extensa pesquisa, o autor reconstrói a vida, os projetos e as ideias vanguardistas do aviador mineiro. Apesar de ser considerado um dos personagens mais celebrados da história, Santos Dumont teve outras obras pouco conhecidas pelo público brasileiro e que vão além do 14-bis.

 

No livro, Fernando Jorge apresenta os eventos mais célebres e algumas curiosidades da vida do inventor, como o lado supersticioso dele, que não gostava do número 13 e não pegava em nota de 50 mil réis. Outro fato pouco divulgado é que o aviador ajudou a construir a própria casa, a famosa "Encantada".

 

Santos Dumont também foi pioneiro no automobilismo no Brasil, pois foi o primeiro a trazer um automóvel ao país. Na França, onde o 14-bis voou pela primeira vez, o aviador “ditou moda” e os parisienses começaram a imitar algumas de suas características, passando a vestir calças curtas, imitar seu penteado e usar chapéu amassado, como fazia o mineiro.

 

“A glória de Santos Dumont não é somente do Brasil, ela também é da França, do mundo inteiro. Um grande homem, não importa qual seja o seu país ou a sua raça, é um patrimônio universal, uma luz que cintila eternamente”, explica o autor.

 

Copyright  2018 Fernando Jorge. Todos os direitos reservados.

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NA IMPRENSA

Santos Dumont Paraiba Matéria no jornal Matéria no jornal

POSFÁCIO AS LUTAS, A GLÓRIA E O MARTÍRIO DE

SANTOS DUMONT

ALBERTO SANTOS DUMONT

 

Prezado amigo Fernando Jorge

Em acatamento a amável solicitação de V.Sa., faço a minha  modesta opinião sobre a linda, bem fundamentada e definitiva Biografia do Gênio que deu asas ao homem:  Alberto Santos Dumont, o grande brasileiro (nascido em Minas Gerais aos 20 de Fevereiro de 1877, conforme se vê no volume I, folhas 41  do livro de batismo no arquivo da Matriz de Santa Teresa de Valença e faleceu no município de Guarujá/SP.,  aos 23 de julho de 1932), um dos personagens mais notáveis da História que com seus relevantes feitos elevou o Brasil aos píncaros, muito além dos sonhos de toda a humanidade.  Como todas a obras de V.Sa., esta faz também com que os leitores se emocionem e cheguem a mesma lógica dedução que cheguei. Trata-se de uma rica Biografia feita com maestria e dedicação, que rendeu mais de 7 anos de pesquisas desde a sua 1ª edição. Ela é, outrossim, bem circunstanciada e   com tanta riqueza de detalhes, ilustrações e farta documentação, tornando-a absolutamente completa. Com uma linguagem acessível a todos, a leitura é atraente a fazer os leitores viajarem e aprenderem, agradavelmente no tempo e no espaço, os grandes feitos e descobertas cientificas e tecnológicas paralelas, também de outros grandes inventores e celebridades, que admiravam o Gênio Alberto Santos Dumont, entre os séculos XIX e XX.  É  de se ressaltar ainda, que pela primeira vez, será feito publicamente e apresentado pela TV por V.Sa. no Programa Direito e Justiça em Foco, que vai ao ar todos os domingos às 22h pela Rede Gospel de TV no dia 08.04.2018, outros inéditos documentos e ilustrações complementares inéditas, Programa de TV este, comprometido com a mais absoluta verdade,   apresentado e criado pelo honrado e Exmo. Dr. Laercio Laurelli, Desembargador Decano da nossa maior Corte de Justiça, membro de nossa imensa Federação, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, robustecendo desse modo as provas já contidas na Biografia as quais falam por si só o que em síntese se conclui:        

É retratado pela obra definitiva As Lutas, A Glória e o Martírio de SANTOS DUMONT, pelo escritor, biógrafo, jornalista investigativo Fernando Jorge, ora na sua 7ª Edição Revisada e Atualizada – Editora Norte Americana Herper Collins, 2018, as provas sem tergiversar, que o pai da aviação é Alberto Santos Dumont, uma vez que conseguiu a proeza de voar, pousar e decolar, com uma aeronave motorizada (GLP) e mais pesada que o ar o 14 BIS, que aos 13 de setembro de 1906, em Paris sobre o gramado de Bagatelle, no Boi de Boulogne, onde se achavam os representantes e técnicos do Aeroclube da França que constataram oficialmente o seguinte: “Depois de um primeiro ensaio, às 8,40 horas, um segundo ensaio foi tentado em sentido contrário do primeiro. Nesta tentativa, depois do percurso de duzentos metros, correndo sobre o solo, o aparelho pilotado por Santos Dumont se levantou, muito nitidamente. As três rodas do aparelho deixaram de estar em contato com o solo. O aparelho subiu a uma altura que os abaixo assinados avaliaram em 80 a 96 centímetros, e isto em percurso de 100 metros, com velocidade de transação avaliada em 30 a 35 quilômetros por hora. Ernest Arechdeacon, presidente do Aero Clube da França; E, Surcouf, secretário da Comissão Mista Cronometrista”.  

Narra ainda Fernando Jorge, às páginas 295 a 298 no seu esclarecedor livro incontestável:  No Dia 24 de outubro, o brasileiro franzino Santos Dumont, nascido no cenário agreste, abrupto, das montanhas de Minas Gerais cerca de 4h da tarde o 14 –bis no campo de Bagatelle na presença de uma multidão compostas de curiosos, fotógrafos, jornalistas, membros do Aeroclube da França, homens e mulheres de todas as classes que veem as rodas correrem, correrem, correrem, e eis que se levantam, e eis que já não tocam o solo. Agora estão a dez centímetros da terra, agora estão a vinte, a trinta, a quarenta, a cinquenta. Atingem um metro, depois alcança dois, em seguida três. Santos Dumont, como escreveu um jornalista, parece que foi transportado por um imenso pássaro de conto de fadas. Mais de mil pessoas, perplexas, maravilhadas, contemplam o milagre. A emoção é geral. Todos se acham mudos, não existem palavras ou interjeições que possam traduzir o assombro da multidão siderada. O 14-bis, de maneira elegante e graciosa, descreve um círculo e desce, executa a aterrissagem...     A multidão rompe em gritos, em aclamações, precipita-se frenética, eletrizada, na direção do aeroplano. Santos Dumont, tranquilo, sorridente, apenas se limita verificar os estragos, os quais se resumem nisto: uma roda torcida, dois suporte quebrados e uma ligeira rachadura num dos bambus do leme ... Os membros do Aeroclube, estupefatos diante do espetáculo inaudito, esqueceram-se de medir o voo, porém todos estavam de acordo um ponto: o 14-bis foi além do limite imposto pelo regulamento do prêmio... A comissão do Aeroclube reconheceu a vitória de Alberto e entregou-lhe a Taça Archdeacon, destinada “AO PRIMEIRO AVIADOR QUE PILOTASSE UM AEROPLANO QUE, POR SÍ SÓ, VOASSE AO LONGO DE UM PERCURSO DE VINTE E CINCO METROS, COM VINTE E CINCO POR CENTO DE ÂNGULO MAXIMO DA QUEDA”. Tal percurso, disse o conde Henri de la Vaulx, era o mínimo exigido, mas fora notoriamente ultrapassado.

Ficou provado narra o periódico La Nature: “É pois, agora, a vitória completa, de maneira indiscutível, de que é possível erguer voo do solo POR SEUS MEIOS PRÓPRIOS e manter-se no ar. Não há dúvida, se o espaço fosse suficiente, ele teria planado durante muito maior, pois o equilíbrio da máquina era perfeito”.   Nas páginas seguintes, Fernando Jorge narra com fundamento inquebrantável em síntese de que os irmãos Wright não criaram um avião propriamente dito, como fez o pioneiro Santos Dumont que com o seu 14-bis, decolou e pousou com meios próprios impulsionado com motor de combustão alimentado por gás liquefeito petróleo (GLP) o primeiro avião oficialmente convencionado. A bem da verdade, o que fizeram os irmãos Wright aos 17 de dezembro de 1903 foi “em tese” um planador (motorizado ou não), pois como todo planador, este não decola com meios próprios, uma vez a máquina dos irmãos Wright, dependia para voar de uma catapulta que fazia percorrer o planador por cerca de 100 metros para projeta-lo ao ar. Logo, não decolava com meios próprios, como descrito pelo escritor norte-americano David C. Cooke no seu livro Who really invented the airplane? (Quem realmente inventou o aeroplano?), afirmou: “A falta de sucesso perante as testemunhas   tornou a imprensa mais cética do que nunca em relação aos irmãos Wright, e uma nova onda de protestos abafou as alegações de terem voado anteriormente” ... Portanto, mesmo em tese, se tratando de uma aeronave mais pesada que o ar, não seria convencionalmente um avião propriamente dito, pela sua falta de autonomia para decolar e pousar aquela máquina com seus meios próprios. Foi Santos Dumont que logrou êxito em fazer essa proeza com o seu 14-bis, materializou assim o sonho de Leonardo da Vinci. Ao meu ver, a história da aviação deverá ser contada antes e depois de Santos Dumont.  

 

Dr. Marco Antonio Azkoul  

Por Dr. Marco Antonio Azkoul

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