Em “As Lutas, a Glória e o Martírio de Santos Dumont”, Fernando Jorge faz um retrato fiel do inventor do avião. O livro será filmado em Hollywood, por Martin Brown, o produtor de "Dança comigo" e "Romeu e Julieta"
Ele sabia que com sua audácia punha a vida em risco – escapou de diversos acidentes –, mas dizia que “viver sem perigo não é viver”. Fernando Jorge sustenta que Santos Dumont sofria de esclerose múltipla, o que explicaria sua posição ambígua (ora apoiava, ora condenava) diante do uso bélico do avião. O homem que havia conseguido harmonizar “prudência e ousadia” estava com os “nervos destroçados” quando se enforcou no dia 23 de julho de 1932, num hotel no Guarujá. A divulgação de seu ato de desespero foi proibida pelo então governador de São Paulo, Pedro de Toledo: “Não haverá inquérito, Santos Dumont não se suicidou”.
Santos Dumont foi chamado de “bandeirante dos ares” por Thomas Edison, o inventor da lâmpada elétrica. Para o poeta Salomão Jorge, que sugeriu o título do livro ao filho Fernando, Santos Dumont parecia, nas ruas de Petrópolis, “um duende exilado que tivesse feito travessuras nas nuvens”. Filho de pai rico (Henrique era chamado de “o rei do café”), que distribuiu a fortuna entre os filhos em vida, Santos Dumont trabalhava sem interesse econômico. O que ele mais queria era popularizar a aviação e abriu mão da patente de seus inventos, desde os balões dirigíveis, o 14-bis e o Demoiselle. Quando ganhou o Prêmio Deutsch, doou o dinheiro a operários, mecânicos e a pobres de Paris.
Correio
Braziliense
o martírio de Santos Dumont / 07-11-2007
As matérias abaixo também sairam nos jornais:
JBA Jornal do Campo Belo / JBA Jornal dos Jardins
JBA Jornal do Brooklin
JBA Jornal Zona Sul
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