Escritor e Jornalista

Fernando Jorge

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Vida e obra do plagiário Paulo Francis

Para Paulo Francis, que foi um dos mais conceituados e temidos jornalistas do Brasil, Lula é um jumento. Roberto Marinho, além de "preto", é "um homem-porcaria". O presidente Fernando Henrique, sem-vergonha, demagogo e populista. Pródigo em insultos e críticas a torto e a direito, Francis encontrou um biógrafo à altura. Famoso pelas polémicas que provoca, Fernando Jorge esmiuça a vida e a obra de Paulo Francis e nela descobre erros, plágios, contradições e incoerências. Numa liguagem dura, cheia de humor e ironia, o autor demonstra que Francis não era apenas racista, preconceituoso, incoerente e contraditório: era ignorante, plagiário, avesso à convivência democrática e pernicioso à própria vida.

 

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Fim da 2ª edição

 

Milhares de exemplares vendidos. Livro que tem levado ao desespero os membros da Comunidade Paulo Francis, da Internet.

Fernando Jorge prepara a 3ª edição.

Esta obra, segundo o Alberto Dines, causou a morte de Paulo Francis, juntamente com o processo da Petrobras. Portanto, é um livro assassino, embora o autor não desejasse isto.

 

Assessoria de imprensa de Fernando Jorge

Capa Francis

A 3ª EDIÇÃO ACABA DE SER LANÇADA!

contracapa

editora: Geração

                 Brasilia, 28-2-97

 

 

Querido João:

 

                O Fernando Jorge é fantástico. Que demolidor-construtor!

                Li, de um fôlego e meio - e com a sofreguidão de quem admira um trabalho denso - o seu livro.

                Estou juntando a este um outro bilhetinho para ele. De agradecimento sensibilizado. Poderia ter portador melhor

e mais adequado? Grato.

                Continue sonhando, porque nesta viagem sentimental somos ambos tripulantes e não meros passageiros

                Beijo na testa

 

                                                                         Bernardo Cabral

 

 

                 Brasilia, 28-02-97

 

 

Caríssimo:

 

                 Para compensar os Paulo Francis da vida existe, felizmente, um Fernando Jorge.

                 Salve!

                 Li, com redobrado entusiasmo, o seu denso "Vida e obra do plagiário Paulo Francis". O pesquisado, triturado e implodido, que sempre

caminhou no terreno da fantasia, acabou encontrando quem o fez tropeçar na realidade.

                 Parabéns. Sobretudo por ter produzido uma obra sem retoques ou rodeios, própria daqueles que não fazem da pena o domicílio

certo da bajulação.

                 Creia-me seu admirador. Reafirmção que lhe fará, de viva voz e plena outorga de poderes, o nosso querido João Abujamra, portador

desta simples mensagem de sensibilizados agredecimentos e amigo de milões de anos.

 

                                                                         Afeuoso abraço

 

 

                                                                        Bernardo Cabral

               Este impressionante livro de Fernando Jorge aniquilou completamente o livrinho do senhor Paulo Eduardo Nogueira sobre Paulo Francis. Aliás, o livrinho de Nogueira foi arrasado pelo jornalista Luís Eblak, que escreveu as seguintes palavras num artigo publicado na edição do dia 22 de maio de 2010 da Folha de São Paulo:

               "Nogueira só cita em poucas linhas um livro que deveria ser mais explorado: Vida e obra do plagiário Paulo Francis (1997), de Fernando Jorge. A obra de Jorge é a grande crítica publicada em livro durante a vida de Francis."

 

Texto da AEJFJ (Assessoria do escritor e jornalista Fernando Jorge).

               Juntamente com o processo da Petrobras, o livro de Fernando Jorge sobre Paulo Francis causou a morte deste, afirma o jornalista Alberto Dines (CORREIO POPULAR de Campinas, 5/2/1997).

               Segundo foi divulgado, Paulo Francis estava lendo esse livro no banheiro, em seu apartamento de Nova York, quando sofreu o enfarte. Declarou Fernando Jorge:

               -Sou, sem querer, o pai do primeiro livro assassino do mundo. Gostaria de saber se ele, o meu livro, deve ser fuzilado, ou enforcado, ou morrer numa câmara de gás.

Divulgação (brinde)

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Em sua carreira como jornalista, Fernando

Jorge já foi agraciado com os prêmios "Jabuti", "Clio" e

com a medalha "Koeler"

Um pesquisador

incansável que

adora uma boa

polêmica

               Como leitor assíduo de jornais, Fernando Jorge, hoje com 68 anos de idade, tem o hábito de anotar o que lê para depois conferir. Foi assim que começou seu interesse em escrever o livro "Vida e obra do plagiário Paulo Francis". Quando mais lia o que o jornalista escrevia, mais erros e plágios o autor pegava. Assim, ao longo dos últimos anos, Fernando Jorge, agressivo, polêmico e controvertido, acabou desmascarando o "mito" Paulo Francis.

               A primeira edição do livro está esgotada. Foi lançada pela Geração Editorial, mas brevemente a segunda edição deve chegar às livrarias. Em 1987, foi autor da primeira obra que descreve, de modo minucioso, as torturas aplicadas aos jornalistas brasileiros durante a Revolução de 64: o livro "Cale a boca, jornalista!", lançado pela Editora Vozes.

              Entre as premiações, Fernando Jorge já foi agraciado com o Prêmio Jabuti, concedido pela Câmara Brasileira do Livro; ganhou o Prêmio Clio, da Academia Paulista de História, devido à sua obra sobre Getúlio Vargas, e recebeu a medalha Koeler, em 1957, pelos grandes serviços prestados à cultura brasileira.

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Esgotada a 1ª edição do livro Vida e obra do plagiário Paulo Francis

 

      Lançada em 9/12 do ano passado a obra do escritor e jornalista Fernando Jorge já está com sua 1ª edição praticamente esgotada. Editado pela Geração Editoral, Vida e obra do plagiário Paulo Francis traz depoimentos de pessoas que foram achincalhadas pelo jornalista Francis, que segundo seus inimigos é agente da Cia.

Fernando Jorge coletou textos de Francis nos quais cometeu erros gramaticais e abusou das ideias alheias, tendo-as como sendo suas, além de atacar pessoas comprometidas com a redemocratização do país.

       Luis Ignácio Lula da Silva, um dos que vem sofrendo ataques de Francis, explicou no livro de Jorge que aquele colunista de vários jornais brasileiros e de nenhum estrangeiro (apesar de morar em Nova Iorque) é um fascista. Fernando Jorge fez um livro minucioso sobre a vida e a obra de Paulo Francis, recomendado aos leitores desavisados pelas baboseiras que saem na sua coluna em "O Estado de São Paulo" e nas dezenas de jornais. Pelo menos uma vez por mês o PT e duas lideranças são atacados por Paulo Francis, que está sendo processado pelo diretoria da Petrobrás, empresa nacional que vem sobrendo calúnias deste colunista. Francis é favorável a privatização das empresas

que dão lucro e contra a estatização daquelas que dão prejuizos ao povo brasileiro.

       Aliás, todos os seus textos são confusos. Um jornalista metido a ser de primeiro mundo, escrevendo para leitores do 5º mundo.

       O livro de Fernando Jorge dá pistas de que como é praticado o colunismo "intelectualóide", tipo Francis e Hélio Gaspari. Que é importante o leitor estar mais informado que qualquer jornalista, tratando-se de ideias, história, sociologia, política, religião e literatura, dentre outros quesitos, já que o fato jornalístico é passageiro.

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Últimos dias foram marcados por desgastes

por Silvana Guaiume

      O lançamento do livro de Fernando Jorge, que acusa Paulo Francis de plágio entre outras coisas, e a ação movida por diretores da Petrobrás na justiça norte-americana, exigindo pagamento de indenização por calúnia, foram decisivos no desgaste emocional do jornalista radicado em Nova York, segundo avalia o também jornalista e amigo Alberto Dines.

     "Francis era um solitário. Viveu e acho que morreu sozinho. Era um sujeito muito intransigente, inclusive consigo mesmo. Exigia muito dos outros e de si", comenta Dines. Ele acredita que o columista era vítima do personagem que criou "Ele inventou um personagem e na última vez que estive com ele, no Roda Viva (programa exibido pela TV Cultura), achei que ele tima assumido esse personagem que inventou", diz.

      Dines defende que Francis precisava se esconder atrás do "personagem" para se proteger e continuar mantendo sua carreira de sucesso. "Mas acho que ele devia sofrer quando ficava sozinho com o personagem", acrescenta. De acordo com o jornalista, a postura severa de Francis pode ser creditada à sua formação católico-jesuíta e à descendência alemã. "Ele era intransigente, mas tinha uma atitude intelectual perante a vida. E é isso que falta hoje em dia. Conhecimento, informação", alega. O jornalista prefere não se deter na atuação profissional de Francis. "Ele criou a coluna de uma página, reproduzida em jornais colonizados. Mas os jornais que publicavam sua coluna vão encontrar um substituto. O trabalho dele era muito pessoal, era ele mesmo", comenta.       Apesar de não discutir a importância social do trabalho do colunista, Dines analisa que ele deixará uma "lacuna existencial e intelectual."

       Longe do Jonalismo, Paulo Francis era uma pessoa "extraordinariamente nobre e doce até", conforme Dines. Ele identifica a intransigência como arma para evitar que o lado doce do columista interferisse em seu trabalho. "Ele soltava o cacete de forma tal que era para manter as pessoas à distância", analisa. E descarta totalmente a teoria de que a polêmica era usada como combustível do sucesso. "Fama ele sempre teve, e opiniões definidas também. Não precisava de polêmica. É que ele era imprevisível", avalia.

        A morte de Paulo Francis, defende Dines, deve provocar reflexão. "No Brasil, as pessoas reflexão. "No Brasil, as pessoas não têm respeito pelos adversários, não têm sensibilidade. Os hábitos políticos, no sentido de convivência política, devem ser mudados", afirma, referindo-se aos dois episódios que envolveram o colunista recentemente.

       Mesmo enfatizando que não se pode atribuir culpas, Dines entende que o livro e a ação da Petrobrás desgastaram Francis. "A diretoria da Petrobrás escolheu entrar com a ação nos Estados Unidos, onde a Justiça é mais rígida, para punir, castigar, e não para fazer debate, como seria na Justiça brasileira. O Francis viu seu patrimônio, que conseguiu juntar a duras penas, ameaçado e ficou assustado. Percebi isso porque ele deixou escapar em seus textos", aponta o jornalista.

       Os intectuais brasileiros não sabe lidar com polêmicas, de acordo com Dines. O livro de Fernando Jorge é um exemplo do "Brasil Selvagem", como define. Segundo ele, o livro tinha a clara função de destruir. "Foi um trabalho meio de víbora que talvez tenha contribuído para o sofrimento de Francis", opina.

Nota da Divulgação Cultural: não foi "um trabalho meio vibora", porque Fernando Jorge atacou Paulo Francis de frente, às claras, de maneira limpa, quando ele ainda estava vivo.

Francis: sobre plágio, ignorância e estupidez

por Irene Solano Vianna

    Pouco antes de sua morte, a polêmica figura de Paulo Francis foi objeto de um livro alentado (502 páginas), escrito pelo historiador, biografo, dicionarista e pesquisador Fernando Jorge e editado pela Geração Editora, do conhecido jornalista Luiz Fernando Emediato. Cada exemplar custa R$ 34,00. O título e o subtítulo são auto-explicativos: Vida e obra do plagiário Paulo Francis – O Mergulho da ignorância no Poço da estupidez. E revela o que todo leitor de Paulo Francis (ou como no meu caso ex-leitora, porque releguei-o ao ostracismo, depois de muita irritação, sabia ou intuia. O sr. Paulo Francis escrevia mal, plagiava sobretudo citações e idéias, errava feio nas ostentações de sua pseudo-cultura. E o mais grave de todos os pecados: não tinha compromisso algum com a exatidão dos fatos ou respeito pela honra e dignidade alheias.

    É por estes motivos – que ficam claríssimos na obra de Fernando Jorge – que Paulo Francis nunca poderia ter sido considerado um jornalista, na acepção mais digna do termo. Jornalismo pressupõe a utilização correta do idioma e sobretudo, o apego à verdade e à informação precisa. Quem não tinha certeza do descompromisso total de Francis com estes princípios, pode se regalar à farta com os exemplos levantados por Fernando Jorge. São incontestáveis e muito bem documentados.

    Aliás, o autor dá uma larga demonstração de conhecimento e de capacidade de pesquisa, ao levantar as falhas de “informações” e comentários do sr. Francis. O livro vale, também, por isto. O leitor acaba aprendendo muito nas contraditas às bobagens da discutível personagem.

    Erros e “chute” – Apenas para aguçar a curiosidade, confira algumas delas, entre as inúmeras elencadas por Fernando Jorge. Francis afirma, por exemplo, que Gengis Khan teria dito “por onde passa meu cavalo, a grama não cresce mais”. Qualquer estudante secundário sabe que a frase é de Átila, o rei dos Hunos. E continua confundindo datas, autores, citações, dados históricos e cometendo erros e erros de português.

Diz, por exemplo, que o Império Romano durou 2.000 anos, quando também qualquer estudante sabe que não chegou a mil. E repete a desinformação várias vezes. Usa o verbo medrar com o sentido de “ficar com medo”. Traduz “Cosi Fan Tutte” (Assim Fazem Todas”, da ópera de Mozart, por “Assim São Todas”. E bobamente sentencia que “nenhum livro histórico dura mais que 20 anos”.

    Preconceito e leviandade – Francis perpetra alguns absurdos, como afirmar que “os Estados Unidos lutaram pouco na Segunda Guerra Mundial”, ou que “Lincoln rasgou a Constituição e fez a guerra civil americana”. A lista de exemplos é imensa.

No entanto, o maior pecado de Francis, aquele pelo qual jamais será perdoado pelas pessoas de bem, é o conteúdo calhorda de alguns de seus “pensamentos”. Tenta, por exemplo, justificar o bombardeio atômico de Hiroshima e Nagasaki, entre outros, com o brilhante argumento de que “arma foi feita para ser usada”. Minimiza e desdenha, portanto, as 73.000 vítimas fatais do bombardeio como se não passassem de estatísticas irrelevantes. Apresenta “razões” para o genocídio dos judeus. Chama textualmente, os nordestinos de “jecas, que vivem numa região desgraçada, vergonha nacional”. E “dança” sobre a honra e a auto-estima de figuras que sequer conhecia bem, num festival inacreditável de aleivosias e leviandades. O que fez com Tônia Carrero e lhe valeu um bofete na cara, dado por Adolfo Celli, por exemplo, nos idos de 50, foi tão grave que ele próprio, anos depois, acabou reconhecendo sua crítica como um “um ataque sórdido, mesquinho, cruel”. Não foi o único. Quem quiser reavivar a memória, leia a primeira página da Ilustrada, caderno da Folha de S.Paulo, escrita por Francis quando da morte de John Lennon. Fernando Jorge não a cita. Seria preciso mais?

    Hipocrisia geral – Paulo Francis morreu depois do livro editado. Portanto, Fernando Jorge não deve ser acusado de covardia. Estava disponível para o revide e não teve culpa se ele não pode vir. Viria? Não sei. Como também não sei se Francis chegou a ler o livro. Deveria.

    A morte, entre nós, costuma redimir reputações. Seria bom acabar com este comportamento hipócrita. Vivo ou morto, Paulo Francis deve ser lembrado por ter cometido faltas graves, que seriam inadmissíveis em qualquer Imprensa que se considere séria, em países civilizados. Se militasse na Imprensa americana ou inglesa, por exemplo, teria sido alvo de tantos processos, que precisaria procurar outra profissão e morreria à mingua, em função do vulto das indenizações às quais estaria condenado a pagar. Morreu bem de vida, segundo consta. E segundo consta, também, estava assustado com a ameaça de ter de pagar uma gorda indenização à diretoria da Petrobrás, à qual havia chamado de ladra, no programa de TV por assinatura GNT, o Manhattan Conection. Mas a Imprensa brasileira, normalmente, é autocomplacente. Olha com ferocidade para o umbigo alheio e recusa-se sistematicamente a olhar para o próprio umbigo. Haja vista a avalanche de elogios que Francis recebeu, por ocasião de sua morte. Acompanhada de uma ou outra crítica constrangida. Todos ressaltavam que Francis “era um bom amigo”. Uma alma jovial, na intimidade. Va lá. E daí? Era um bom jornalista? É isto que interessa ao leitor, ao país e aos futuros profissionais, que podem equivocadamente se pautar pelo seu péssimo exemplo, achando que ele fazia realmente Jornalismo. Francis, só emitia juízos e opiniões...

 

 

Irene Solano Vianna é jornalista há 32 anos. Foi subeditora e editora da Folha de S.Paulo, repórter e subchefe de reportagem de O Estado de S.Paulo, chefe de reportagem do Jornal da Tarde, editora chefe do Shopping News e da revista Visão, entre outras atividades profissionais. Atualmente, tem seu escritório de Comunicação e assessora a diretoria-executiva da Fundação para o Desenvolvimento da Educação, FDE