Escritor e Jornalista

Fernando Jorge

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UM AUTOR CONTRA A IGNORÂNCIA E A ESTUPIDEZ

 

Flávio Tiné*

 

 

Depois de reler “Vida e Obra de Paulo Francis” não pude conter a necessidade de ressaltar a ousadia e a coragem de Fernando Jorge ao dissecar o “Mergulho da Ignorância no Poço da Estupidez”. A obra não é nova. A primeira edição, da Geração Editorial, é de 1996, seguindo-se a segunda e a terceira edições.

 

Conhecia Paulo Francis apenas pela televisão, destilando seu veneno em aparições rápidas no Jornal da Globo, geralmente depois da meia-noite, como o faz atualmente Arnaldo Jabor. Lia também seus artigos nos jornais e às vezes criticava suas críticas, em coluna que mantinha no jornal A Gazeta, sob pseudônimo de Zé Flávio.

 

As aparições de Paulo Francis eram cercadas de clima grandioso, um certo magnetismo  anunciando quase o fim do mundo. O homem nos divertia com ditos espirituosos e críticas contundentes, quase sempre convincentes. Todos acreditavam cegamente em tudo o que ele proclamava, altaneiro, com ares professorais.

 

Até que apareceu Fernando Jorge e desmoralizou impiedosamente a figura carismática de Paulo Francis. Fez um livro cruel, que chegou a ser chamado de “livro assassino”, já que logo em seguida a seu lançamento Paulo Francis veio a falecer.

 

Fernando Jorge acusa Paulo Francis de plagiário, aproveitador, ignorante, e por aí afora. Mas vai ao fundo de cada uma das acusações, comprovando uma a uma todas as suas acusações, inclusive citando fontes em que o leitor mais curioso poderá buscar a verdade.

 

O livro aponta erros de Português e de informação, distorções da história da pintura, da Literatura e da História, bem como as difamações do jornalista-escritor. Para elaborar o livro, o autor fez uma pesquisa que durou de 1991 a 1996 e contou com incontáveis colaboradores, relacionados na própria obra.

 

Fernando Jorge chega a usar uma linguagem beirando à vulgaridade, ao destilar seu próprio veneno contra o biografado. Mas admite essa necessidade, alegando que não quis escrever um texto frio como o relatório de um banco, e sim algo espontâneo, sarcástico e arrebatador. Conseguiu.

 

 

Flávio Tiné é jornalista e autor de três livros de crônicas.

Integra a Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo

E-mail: tine@estadao.com.br

 

Crítica

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